A divindade criadora Rá (deus-sol) originou-se de Nun, o oceano primordial da não existência. Quando Rá espirrou, Shu, o deus do ar seco, saiu de sua narinas. A seguir, Rá cuspiu e Tefnut, a deusa do ar úmido, surgiu de sua boca. Rá enviou os dois deuses em uma viagem pelo oceano.

Mais tarde, usando seus poderes de criação e percepção, o deus-sol chamou à existência os elementos primordiais, dizendo-lhe os nomes e vendo-os surgir. Foi também nessa ocasião que criou Maat, a deusa da harmonia universal, cuja tarefa era por em ordem criação.

As criaturas da terra

Rá precisava de um lugar seco onde ficar enquanto realizava sua tarefa. Assim, mandou o oceano Nun se afastar, revelando uma ilha rochosa chamada Benben. O deus ficou sobre a pedra e imaginou tudo o que queria criar. Do oceano primordial, chamou à existência as plantas, os animais e os pássaro da terra; disse-lhe os nomes e eles surgiram na sua frente.

Em seguida, Rá mandou seu olho, a deusa Hathor procurar hu e Tefnut. Ao retornar com as duas divindade, Hathor viu que um outro olho a substituíra no rosto de Rá. Chorou por ter sido preterida daquela forma, e os primeiros seres humanos nasceram de suas lágrimas. Rá recolocou Hathor em seu rosto mas, dessa vez, ela tomou a forma de uma naja, permanecendo no meio da fronte de Rá para ajudá-lo a reinar sobre o mundo que ele criara.

Os grandes deuses

Shu e Tefnut tiveram dois filhos: Geb (a Terra) e Nut (o céu), que se uniram e geraram as estrelas. Com ciúmes do casal, Shu os separou e proibiu Nut de ter filhos em qualquer dia do mês. Mas Nut ganhou cinco dias a mais, negociando com o deus Thoth. Nesses dias, a deusa teve Osíris, Set, Néftis e Ísis, as maiores divindades do Egito.

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