A lenda do rei Artur e dos Cavaleiros da Távola-Redonda cativou a imaginação de escritores de todas as épocas. Diferentes versões da lenda foram contadas por autores britânicos, alemães e franceses, mas todas elas retratam Artur como um monarca sábio, justo e valente. Os contos promoviam os ideias de honra, cavalheirismo e coragem exemplificados por esse rei perfeito e seus valorosos cavaleiros.

O Mito

Artur era filho ilegítimo do rei Uther Pendragon da Britânia com a rainha Ygern da Cornualha. Por isso, foi criado em segredo, longe de seus pais. Ainda assim, Uther deu a Arthur uma chance de se tornar seu herdeiro. O rei engastou uma espada numa base de pedra e declarou que quem conseguisse tirá-la dali seria o futuro rei da Britânia. Inúmeros cavaleiros tentaram tirar a espada, sem sucesso, até que certo dia Artur chegou e a retirou com facilidade. Mais tarde, quando a espada foi danificada em um duelo, Artur recebeu uma espada nova – a mítica “Excalibur” – da “Dama do Lago”, misteriosa personagem das lendas arturianas.

O Rei e seus cavaleiros

Artur era um rei honrado, que governava com sabedoria. Tinha grande amor pela bela Guinevere, que se tornou sua rainha. Tinha muitos cavaleiros valorosos a seu dispor e, juntos, eles discutiam os assuntos de Estado sentados à celebre. Muitos desses cavaleiros partiram em busca do Santo Graal, a taça usada por Jesus Cristo antes de sua morte, considerada uma das mais importantes relíquias cristãs. Mas só Galahad, Percival e Bors conseguiram concluir a missão. Segundo certas variantes da lenda, eles acabaram encontrando o Santo Graal e levando-o à cidade de Jerusalém.

A Morte de Artur

Enquanto isso, surgiam problemas em Camelot. Um dos cavaleiros de confiança de Artur, Lancelot, apaixonou-se pela rainha Guinevere, e os dois tiveram um caso às escondidas. Quando Artur o descobriu, expulsou Lancelot, que também era seu melhor amigo. Depois disso, o filho de Artur, Mordred, decidiu desafiar seu pai numa disputa pelo comando do reino. Na dura batalha que se seguiu, muitos guerreiros de ambos os lados pereceram; o rei Artur e Mordred, ainda vivos, continuaram a pelejar sem descanso. Por fim, Artur matou seu filho traidor, mas também foi gravemente ferido. Sabendo que sua morte era iminente, Artur zarpou para um lugar chamado Avalon (a “ilha das maçãs”), onde caiu num sono profundo como a morte. Acreditava-se que Artur voltaria ao trono quando a Grã-Bretanha estivesse em grandes apuros, necessitada de um grande líder. Por isso, ele se tornou conhecido como “Once and Future King”, “O rei que já foi e ainda será”.

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